ENEM 2022 · questão 63 · caderno azul
Ainda que a fome ocorrida na Itália em 536 tenha origem nos eventos climáticos, suas implicações são tanto políticas quanto econômicas. Nos primeiros séculos da Idade Média, o auxílio aos famintos se inscreve no domínio da gestão pública, mesmo quando a ação de seus agentes é apresentada sob o ângulo da piedade e da caridade individuais, como é o caso da Gália merovíngia. Assim, o fato de que as respostas à fome são mostradas, na Gália, como o fruto de iniciativas pessoais fundadas no imperativo da caridade deriva da natureza das fontes do século VI.
Na conjuntura histórica destacada no texto, o dever de
agir em face da situação de crise apresentada pertencia à jurisdição
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Gabarito: B
da realeza, decorrente do conceito de governo subjacente à monarquia cristã.Por que é B
O texto afirma que, na Alta Idade Média, o auxílio aos famintos pertencia ao domínio da gestão pública, ainda que apresentado como caridade individual. O dever de agir na crise cabia à realeza, decorrente do conceito de governo próprio da monarquia cristã.Pegadinhas comuns
- Atribuir o dever aos mosteiros/bispados por causa da linguagem de caridade cristã, ignorando que o texto o situa na gestão pública (realeza).
- Escolher a nobreza, deslocando a responsabilidade do poder central.
- Ler "caridade individual" como prova de que não era função do governo.
Assunto
História antiga e medieval
Tema: História medieval — fome e governo
Competência de área 3 · habilidade H11: Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.