ENEM 2020 · questão 63 · caderno azul
Desde o mundo antigo e sua filosofia, que o trabalho tem sido compreendido como expressão de vida e degradação, criação e infelicidade, atividade vital e escravidão, felicidade social e servidão. Trabalho e fadiga. Na Modernidade, sob o comando do mundo da mercadoria e do dinheiro, a prevalência do negócio (negar o ócio) veio sepultar o império do repouso, da folga e da preguiça, criando uma ética positiva do trabalho.
ANTUNES, R. O século XX e a era da degradação do trabalho. In: SILVA, J. P. (Org.). Por uma sociologia do século XX. São Paulo: Annablume, 2007 (adaptado).
O processo de ressignificação do trabalho nas sociedades modernas teve início a partir do surgimento de uma nova mentalidade, influenciada pela
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Gabarito: B
Reforma Protestante, que expressou a importância das atividades laborais no mundo secularizado.Por que é B
O texto aborda a mudança na concepção de trabalho na Modernidade, passando de uma visão ambígua (vida/escravidão) para uma ética positiva do trabalho, impulsionada pelo mundo da mercadoria. Historicamente, essa nova mentalidade, que valorizava o trabalho secular como dever e forma de salvação, foi fortemente impulsionada pela Reforma Protestante (Calvinismo). A ética protestante transformou o sucesso material e o trabalho árduo em sinais de predestinação divina, secularizando a importância das atividades laborais. As outras alternativas não correspondem à origem dessa mudança de mentalidade ética: o higienismo e o sindicalismo são reações posteriores às condições de trabalho; a participação das mulheres não é a raiz dessa ética; e o catolicismo medieval não defendia a mesma ética positiva do lucro e do trabalho secular da mesma forma.Assunto
História moderna e colonial
Tema: A ética do trabalho e a Modernidade
Competência de área 5 · habilidade H23: Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades.