ENEM 2020 · questão 81 · caderno azul
Porque todos confessamos não se poder viver sem alguns escravos, que busquem a lenha e a água, e façam cada dia o pão que se come, e outros serviços que não são possíveis poderem-se fazer pelos Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos, que seria necessário deixar as confissões e tudo mais. Parece-me que a Companhia de Jesus deve ter e adquirir escravos, justamente, por meios que as Constituições permitem, quando puder para nossos colégios e casas de meninos.
LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1938 (adaptado).
O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar a
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: C
adoção do cativeiro na Colônia.Por que é C
O texto de 1938, embora histórico, reflete a mentalidade da época colonial. O autor justifica a necessidade de escravos para tarefas domésticas (lenha, água, pão) argumentando que os jesuítas, sendo poucos, precisavam se dedicar às confissões. Ao buscar uma justificativa lógica e 'justa' para a posse de escravos, o texto explicita a premissa da 'adoção do cativeiro na Colônia', ou seja, a naturalização da escravidão como parte da estrutura social e econômica da expansão portuguesa, onde o trabalho forçado era visto como indispensável para a manutenção da missão religiosa e da vida cotidiana.Assunto
História moderna e colonial
Tema: Escravidão e Colonização no Brasil Colonial
Competência de área 3 · habilidade H11: Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.