ENEM 2019 PPL · questão 52 · caderno azul
Tomás de Aquino, filósofo cristão que viveu no século XIII, afirma: a lei é uma regra ou um preceito relativo às nossas ações. Ora, a norma suprema dos atos humanos é a razão. Desse modo, em última análise, a lei está submetida à razão; é apenas uma formulação das exigências racionais. Porém, é mister que ela emane da comunidade, ou de uma pessoa que legitimamente a representa.
GILSON, E.; BOEHNER, P. História da filosofia cristã. Petrópolis: Vozes, 1991 (adaptado).
No contexto do século XIII, a visão política do filósofo mencionado retoma o
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: E
conceito de bem comum de Aristóteles.Por que é E
O enunciado destaca que, para Tomás de Aquino, a lei é uma formulação racional que deve emanar da comunidade ou de seu representante legítimo. Essa concepção de que a legislação e a política existem para o bem da coletividade e devem ser racionais e justas é uma retomada direta do conceito aristotélico de 'bem comum' (bonum commune). Aristóteles, em sua 'Política', defendia que o Estado existe para permitir a vida boa e que as leis devem visar o interesse geral da cidade-estado, não o de indivíduos ou grupos específicos. As outras alternativas não se aplicam: Platão foca nas Ideias; Sêneca no estoicismo individual; Pitágoras no misticismo; e Agostinho no plano espiritual e da Cidade de Deus, não no bem comum político-legal da mesma forma.Assunto
Filosofia política e ética
Tema: Filosofia Medieval e Política
Competência de área 3 · habilidade H12: Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades.