ENEM 2018 · questão 49 · caderno azul
O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, só conseguiram ser filósofos na medida em que, simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movimento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movimento.
MERLEAU-PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado).
O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: D
conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.Por que é D
O texto de Merleau-Ponty define o filósofo pela tensão entre o 'gosto da evidência' (rigor, clareza) e o 'sentido da ambiguidade' (inquietude, questionamento). O autor afirma que o filósofo se recusa ao 'saber absoluto' e se move incessantemente entre o saber e a ignorância. Isso indica que a atividade filosófica não busca uma verdade estática ou um método fechado, mas sim a conciliação entre a busca por clareza (rigor da investigação) e a aceitação da incerteza (inquietude do questionamento). A alternativa D é a única que reflete essa dinâmica de movimento e tensão descrita no texto.Assunto
Filosofia política e ética
Tema: A atividade filosófica e o conhecimento
Competência de área 1 · habilidade H1: Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura.