ENEM 2016 2ª aplicação, 1º dia · Ciências Humanas

Questão 36 do ENEM 2016 2ª aplicação

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ENEM 2016 2ª aplicação · questão 36 · caderno amarelo

As convicções religiosas dos escravos eram entretanto colocadas a duras provas quando de sua chegada ao Novo Mundo, onde eram batizados obrigatoriamente “para a salvação de sua alma” e deviam curvar-se às doutrinas religiosas de seus mestres. Iemanjá, mãe de numerosos outros orixás, foi sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, e Nanã Buruku, a mais idosa das divindades das águas, foi comparada a Sant’Ana, mãe da Virgem Maria.

VERGER, P. Orixás: deuses iorubás na África e no Novo Mundo. São Paulo: Corrupio, 1981.

O sincretismo religioso no Brasil colônia foi uma estratégia utilizada pelos negros escravizados para

A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica

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Gabarito: C

preservar as crenças e a sua relação com o sagrado.

Por que é C

O texto descreve o sincretismo religioso como um processo no qual os escravizados, embora batizados e obrigados a seguir a fé católica, associavam seus orixás a santos católicos (como Iemanjá a Nossa Senhora da Conceição). Essa prática funcionava como uma estratégia de resistência cultural e sobrevivência. Ao utilizar a 'máscara' dos santos católicos, os negros escravizados conseguiam manter e preservar suas crenças originais e sua relação com o sagrado africano, evitando a perseguição direta e a proibição total de seus rituais. Portanto, o objetivo não era compreender a cultura europeia (A), nem integrar culturas de forma harmoniosa (D), mas sim preservar a identidade religiosa sob a opressão.

Assunto

História cultural e memória

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Tema: Sincretismo religioso no Brasil Colonial

Competência de área 1 · habilidade H3: Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.

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