ENEM 2024 · questão 26 · caderno azul
Por trás do universo “masculino” das lutas, é cada
vez mais notório o aumento da participação de mulheres nessa prática corporal. Algumas situações reforçam esse fenômeno de ocupação em ambientes de lutas: a inclusão de mulheres em combates de artes marciais mistas, ou MMA, a transmissão televisiva de lutas de mulheres e a criação de horários específicos para elas em academias que ensinam lutas. Uma pesquisa científica mostrou menor participação e mobilização das meninas em comparação com os meninos
nas aulas de Educação Física. Entre as justificativas discentes para essa situação está o fato de que eles relacionam a luta como uma expressão corporal masculina e, por consequência, não adequada aos interesses femininos. Dessa forma, o ensino de lutas nas aulas de Educação Física é atravessado por tensões relacionadas às questões de gênero e sexualidade, o que, por sua vez, pode favorecer a sua exclusão do conteúdo próprio da disciplina.
SO, M. R.; MARTINS, M. Z.; BETTI, M. As relações das meninas com os saberes das lutas nas aulas de Educação Física. Segundo o texto, apesar do aumento da participação de
mulheres em lutas, a realidade na escola ainda é diferente em razão do(a)
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: B
masculinização dessa modalidade.Por que é B
Os alunos relacionam a luta a uma 'expressão corporal masculina' e, por isso, não adequada aos interesses femininos. É essa masculinização da modalidade que explica a menor participação das meninas na escola.Pegadinhas comuns
- Marcar D (trato pedagógico): o texto diz que as tensões de gênero podem levar à exclusão das lutas do conteúdo, mas a causa apontada para a diferença é a visão da luta como prática masculina.
- Marcar E (marginalização do tema pela Educação Física): a exclusão do conteúdo aparece como consequência possível das tensões de gênero, não como a causa da menor participação das meninas.
Assunto
Corpo, esporte e sociedade
Tema: Práticas corporais
Competência de área 3 · habilidade H11: Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho e as alternativas de adaptação para diferentes indivíduos.