ENEM 2022 · questão 50 · caderno azul
Na construção da ferrovia Madeira-Mamoré, o
que dizer dos doentes, eternos moribundos a vagar entre delírios febris, doses de quinino e corredores da morte? O Hospital da Candelária era santuário e túmulo, monumento ao progresso científico e preâmbulo da escuridão. Foi ali, com suas instalações moderníssimas, que médicos e sanitaristas dirigiram seu combate aos males tropicais. As maiores vítimas, contudo, permaneceriam na sombra à margem do palco, cobaias sem consolo, credores sem nome de uma sociedade que não lhes concedera tempo algum para ser decifrada.
No texto, há uma crítica ao modo de ocupação do espaço amazônico pautada na
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: E
contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores.Por que é E
O texto contrapõe o discurso de progresso e modernidade (hospital moderníssimo, ciência) às "maiores vítimas" — os trabalhadores anônimos tratados como "cobaias". A crítica recai sobre a contradição entre desenvolvimento nacional e respeito aos trabalhadores.Pegadinhas comuns
- Deslocar a crítica para a fauna/floresta (meio ambiente), quando o texto fala das vítimas humanas.
- Interpretar como defesa dos nativos, e não dos trabalhadores da obra.
- Focar na "maquinaria estrangeira" em vez do custo humano.
Assunto
Sociedade e natureza
Tema: Ocupação da Amazônia — ferrovia Madeira-Mamoré
Competência de área 6 · habilidade H27: Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico, levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos.