ENEM 2020 PPL · questão 68 · caderno azul
Nas cidades, os agentes sociais que se rebelavam contra o arbítrio do governo também eram proprietários de escravos. Levavam seu protesto às autoridades policiais pelo recrutamento sem permissão. Conseguimos levantar, em ocorrências policiais de 1867, na Província do Rio de Janeiro, 140 casos de escravos aprisionados e remetidos à Corte para serem enviados aos campos de batalha.
SOUSA, J. P. Escravidão ou morte: os escravos brasileiros na Guerra do Paraguai. Rio de Janeiro: Mauad; Adesa, 1996.
Desconstruindo o mito dos “voluntários da pátria”, o texto destaca o descontentamento com a mobilização para a Guerra do Paraguai expresso pelo grupo dos
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Gabarito: E
senhores, pela perda do investimento em mão de obra.Por que é E
O texto afirma que os agentes sociais que se rebelavam contra o arbítrio do governo eram proprietários de escravos. O motivo do protesto, levado às autoridades policiais, era o recrutamento sem permissão (envio compulsório dos escravos para a guerra). Como os escravos representavam um capital (mão de obra) para esses proprietários, o envio forçado deles para o campo de batalha significava a perda desse investimento. Portanto, o descontentamento expresso pelo grupo dos senhores (proprietários) se dava pela perda do investimento em mão de obra.Assunto
Brasil: Império e República
Tema: Guerra do Paraguai e Escravidão
Competência de área 3 · habilidade H15: Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.