ENEM 2019 · questão 52 · caderno azul
O processamento da mandioca era uma atividade já realizada pelos nativos que viviam no Brasil antes da chegada de portugueses e africanos. Entretanto, ao longo do processo de colonização portuguesa, a produção de farinha foi aperfeiçoada e ampliada, tornando-se lugar-comum em todo o território da colônia portuguesa na América. Com a consolidação do comércio atlântico em suas diferentes conexões, a farinha atravessou os mares e chegou aos mercados africanos.
BEZERRA, N. R. Escravidão, farinha e tráfico atlântico: um novo olhar sobre as relações entre o Rio de Janeiro e Benguela (1790-1830). Disponível em: www.bn.br. Acesso em: 20 ago. 2014 (adaptado).
Considerando a formação do espaço atlântico, esse produto exemplifica historicamente a
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: A
difusão de hábitos alimentares.Por que é A
O texto descreve a trajetória da farinha de mandioca, um produto originário do processamento nativo no Brasil, que foi aperfeiçoado durante a colonização e, por meio do comércio atlântico, alcançou os mercados africanos. A farinha é um alimento básico. O fato de um produto alimentar brasileiro ter se tornado comum na colônia e, posteriormente, ter sido exportado para a África, demonstra a circulação de bens de consumo e a consequente difusão de hábitos alimentares entre as regiões conectadas pelo Atlântico. As outras alternativas não se aplicam, pois o texto não menciona rituais festivos, saberes autóctones específicos (além do produto em si), costumes guerreiros ou oferendas religiosas.Assunto
História moderna e colonial
Tema: Circulação de alimentos e cultura no Atlântico Colonial
Competência de área 4 · habilidade H16: Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social.