ENEM 2019 PPL · questão 12 · caderno azul
Em suas produções, nem o olho nem o ouvido são capazes de encontrar um ponto fixo no qual se concentrarem. O espectador das peças de Foreman é bombardeado por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos. No nível visual, há contínuas mudanças da forma geométrica do palco, mesmo dentro de um ato. A iluminação também muda continuamente; suas transformações podem ocorrer com lentidão ou rapidez e podem afetar o palco e a plateia: os espectadores podem de súbito se ver banhados de luz quando os canhões são voltados para eles sem aviso. Quanto ao som, tudo é gravado: buzinas de carros, sirenes, apitos, trechos de jazz, bem como o próprio diálogo. O roteiro é fragmentado, composto de frases curtas, aforísticas, desconectadas.
DURAND, R. In: CONNOR, S. Cultura pós-moderna: introdução às teorias do contemporâneo. São Paulo: Loyola, 1992 (adaptado).
A descrição, que referencia o Teatro Ontológico-Histórico do dramaturgo estadunidense Richard Foreman, representa uma forma de fazer teatro marcada pela
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
Ver resposta
Gabarito: A
subversão aos elementos tradicionais da narrativa teatral.Por que é A
O texto descreve o Teatro Ontológico-Histórico de Richard Foreman, caracterizado pela ausência de um ponto focal, pela fragmentação do roteiro, pela multiplicidade de estímulos sensoriais e pela quebra da linearidade narrativa. Essas características opõem-se diretamente às convenções do teatro tradicional, que geralmente busca uma estrutura coesa, um foco claro e uma narrativa lógica. Portanto, a forma de fazer teatro descrita representa uma subversão aos elementos tradicionais da narrativa teatral, alinhando-se com as vanguardas e a cultura pós-moderna.Assunto
Artes visuais
Tema: Teatro Contemporâneo e Pós-Modernidade
Competência de área 4 · habilidade H12: Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.