ENEM 2019 · questão 65 · caderno azul
Para Maquiavel, quando um homem decide dizer a verdade pondo em risco a própria integridade física, tal resolução diz respeito apenas à sua pessoa. Mas se esse mesmo homem é um chefe de Estado, os critérios pessoais não são mais adequados para decidir sobre ações cujas consequências se tornam tão amplas, já que o prejuízo não será apenas individual, mas coletivo. Nesse caso, conforme as circunstâncias e os fins a serem atingidos, pode-se decidir que o melhor para o bem comum seja mentir.
ARANHA, M. L. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo: Moderna, 2006 (adaptado).
O texto aponta uma inovação na teoria política na época moderna expressa na distinção entre
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: A
idealidade e efetividade da moral.Por que é A
O texto aborda a distinção feita por Maquiavel entre a moralidade aplicada ao indivíduo comum e a conduta exigida de um chefe de Estado. Para o indivíduo, a verdade e a integridade física são valores pessoais. Para o governante, no entanto, a prioridade é o bem comum e a manutenção do Estado, o que pode exigir ações que, sob a ótica da moral tradicional, seriam condenáveis (como mentir). Essa separação entre o que é ideal ou moralmente correto em abstrato e o que é eficaz ou necessário na prática política (a realidade dos fatos) caracteriza a distinção entre a idealidade e a efetividade da moral.Assunto
Filosofia política e ética
Tema: Maquiavel e a autonomia da política
Competência de área 1 · habilidade H1: Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura.