ENEM 2016 2ª aplicação · questão 99 · caderno azul
O bonde abre a viagem,
No banco ninguém,
Estou só, estou sem.
Depois sobe um homem,
No banco sentou,
Companheiro vou.
O bonde está cheio,
De novo porém
Não sou mais ninguém.
ANDRADE, M. Poesias completas. Belo Horizonte: Vila Rica, 1993.
O desenvolvimento das grandes cidades e a consequente concentração populacional nos centros urbanos geraram mudanças importantes no comportamento dos indivíduos em sociedade. No poema de Mário de Andrade, publicado na década de 1940, a vida na metrópole aparece representada pela contraposição entre
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: A
a solidão e a multidão.Por que é A
O poema de Mário de Andrade, 'O bonde', é um exemplo clássico da poesia urbana e modernista. O eu lírico inicia a viagem sozinho, sentindo-se 'ninguém' e 'sem' (solidão). Mesmo quando o bonde enche e ele encontra um 'companheiro', a sensação de anonimato e isolamento persiste ('Não sou mais ninguém'). A contraposição central da metrópole é, portanto, a solidão do indivíduo inserido na multidão anônima e indiferente.Assunto
Teoria literária e recursos
Tema: Modernismo Brasileiro e a vida urbana
Competência de área 5 · habilidade H15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.