ENEM 2016 2ª aplicação · questão 116 · caderno azul
Esaú e Jacó
Ora, aí está justamente a epígrafe do livro, se eu lhe quisesse pôr alguma, e não me ocorresse outra. Não é somente um meio de completar as pessoas da narração com as ideias que deixarem, mas ainda um par de lunetas para que o leitor do livro penetre o que for menos claro ou totalmente escuro.
Por outro lado, há proveito em irem as pessoas da minha história colaborando nela, ajudando o autor, por uma lei de solidariedade, espécie de troca de serviços, entre o enxadrista e os seus trebelhos.
Se aceitas a comparação, distinguirás o rei e a dama, o bispo e o cavalo, sem que o cavalo possa fazer de torre, nem a torre de peão. Há ainda a diferença da cor, branca e preta, mas esta não tira o poder da marcha de cada peça, e afinal umas e outras podem ganhar a partida, e assim vai o mundo.
ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1964 (fragmento).
O fragmento do romance Esaú e Jacó mostra como o narrador concebe a leitura de um texto literário. Com base nesse trecho, tal leitura deve levar em conta
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: A
o leitor como peça fundamental na construção dos sentidos.Por que é A
O fragmento de 'Esaú e Jacó' de Machado de Assis apresenta uma metáfora na qual o leitor é comparado a um par de lunetas que permite penetrar no que é menos claro ou escuro no texto. Além disso, o narrador menciona o 'proveito em irem as pessoas da minha história colaborando nela, ajudando o autor'. Isso indica que a leitura não é um ato passivo de decodificação, mas um processo ativo de construção de sentido, no qual o leitor colabora com o autor. Portanto, a leitura deve levar em conta o leitor como peça fundamental na construção dos sentidos, o que corresponde à alternativa A.Assunto
Teoria literária e recursos
Tema: Teoria da Literatura e Recepção
Competência de área 5 · habilidade H16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.