ENEM 2015 PPL · questão 121 · caderno cinza
Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: “Coitado, até essa hora no serviço pesado”. Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo. PRADO, A. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991. Um dos procedimentos consagrados pelo Modernismo foi a percepção de um lirismo presente nas cenas e fatos do cotidiano. No poema de Adélia Prado, o eu lírico resgata a poesia desses elementos a partir do(a)
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
Ver resposta
Gabarito: D
reconhecimento do amor num gesto de aparente banalidade.Por que é D
O poema de Adélia Prado, 'A coisa mais fina do mundo', é um exemplo clássico do lirismo cotidiano do Modernismo. O eu lírico narra uma cena simples e doméstica: a mãe, ao ver o pai cansado do trabalho, prepara pão e café e deixa água quente no fogo. O foco da questão é como a poesia é resgatada nesses fatos. O poema conclui com a frase 'Não me falou em amor. Essa palavra de luxo', indicando que o amor não foi dito, mas foi expressado através de um ato prático e aparentemente banal (cuidar do marido). Portanto, o eu lírico resgata a poesia ao reconhecer o amor profundo escondido nesse gesto cotidiano, que, à primeira vista, poderia parecer apenas uma tarefa doméstica comum.Assunto
Teoria literária e recursos
Tema: Modernismo e lirismo do cotidiano