ENEM 2016 2ª aplicação · questão 8 · caderno amarelo
Os andróginos tentaram escalar o céu para combater os deuses. No entanto, os deuses em um primeiro momento pensam em matá-los de forma sumária. Depois decidem puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em dois. Por exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido e, com uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até hoje as metades separadas buscam reunir-se. Cada um com saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a ela, abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando formar um único ser.
PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987.
No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio de uma alegoria, o
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: D
amor como falta constituinte do ser humano.Por que é D
O trecho apresenta a alegoria dos andróginos, contada por Aristófanes no diálogo O Banquete de Platão. Segundo a narrativa, os seres originais eram inteiros, mas foram divididos ao meio pelos deuses como punição. Desde então, cada metade busca desesperadamente a outra para recuperar a unidade perdida. Essa busca é movida pelo desejo e pela saudade da totalidade original. Portanto, a alegoria ilustra a ideia de que o amor (eros) nasce de uma carência ou falta constitutiva: o ser humano é incompleto e busca no outro aquilo que lhe falta para se sentir inteiro. As outras alternativas não correspondem ao foco específico deste mito: o bem supremo (A) é mais associado a Aristóteles; o prazer perene (B) é uma visão hedonista; o ideal inteligível (C) refere-se à teoria das ideias; e o autoconhecimento (E) é um imperativo socrático, não o tema central desta alegoria sobre a origem do amor.Assunto
Filosofia antiga
Tema: A alegoria dos andróginos em O Banquete
Competência de área 1 · habilidade H3: Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.