ENEM 2015 · questão 17 · caderno azul
Ora, em todas as coisas ordenadas a algum fim, é preciso haver algum dirigente, pelo qual se atinja diretamente o devido fim. Com efeito, um navio, que se move para diversos lados pelo impulso dos ventos contrários, não chegaria ao fim de destino, se por indústria do piloto não fosse dirigido ao porto; ora, tem o homem um fim, para o qual se ordenam toda a sua vida e ação. Acontece, porém, agirem os homens de modos diversos em vista do fim, o que a própria diversidade dos esforços e ações humanas comprova. Portanto, precisa o homem de um dirigente para o fim.
AQUINO, T. Do reino ou do governo dos homens: ao rei do Chipre. Escritos políticos de São Tomás de Aquino. Petrópolis: Vozes, 1995 (adaptado).
No trecho citado, Tomás de Aquino justifica a monarquia como o regime de governo capaz de
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: C
unir a sociedade tendo em vista a realização do bem comum.Por que é C
O texto de Tomás de Aquino utiliza a analogia do navio e do piloto para argumentar que, assim como o navio precisa de um piloto para chegar ao porto, a sociedade humana, com seus diversos esforços e ações, necessita de um dirigente único para atingir seu fim. Essa justificativa filosófica sustenta a monarquia como o regime ideal, pois um único governante (o monarca) é capaz de unificar a sociedade e conduzi-la de forma direta e coesa à realização do bem comum, evitando a dispersão de esforços que ocorreria em outros regimes.Assunto
Filosofia política e ética
Tema: Filosofia Medieval e Política
Competência de área 3 · habilidade H12: Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades.