ENEM 2015 · questão 13 · caderno azul
Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.
RACHELS, J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.
O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: D
convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.Por que é D
O texto apresenta a visão de Trasímaco, um dos principais sofistas, sobre a justiça. Segundo o trecho, para Trasímaco, as pessoas acreditam no certo e no errado apenas porque foram ensinadas a obedecer às regras da sociedade, as quais ele considera 'invenções humanas'. Isso significa que a ética e a justiça não possuem uma base natural, divina ou objetiva, mas sim uma origem social e artificial. A alternativa D é a única que reflete essa ideia, ao afirmar que a correlação entre justiça e ética é resultado de 'convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes'. As demais alternativas (biológica, objetiva, divina ou sentimental) contradizem a premissa de que as regras são meras invenções sociais.Assunto
Filosofia política e ética
Tema: Ética e Justiça na Filosofia Antiga
Competência de área 5 · habilidade H23: Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades.