ENEM 2025 PPL · questão 55 · caderno azul
Em 1968, apesar da ditadura cada vez mais sufocante, em especial com o Ato Institucional número 5, que abriu caminho para um regime de exceção que não tinha nenhum pudor em agir ao arrepio da ordem legal para perseguir, prender, cassar, exilar e “desaparecer” opositores de todos os matizes políticos, alguns movimentos ainda eram possíveis — como o Movimento Intersindical Antiarrocho (MIA), uma frente contra as políticas econômicas que impunham perdas salariais aos trabalhadores, a qual reunia sindicalistas de todos os matizes, moderados, comunistas e mesmo “pelegos” (em geral identificados com o governo). No entanto, para que o modelo de desenvolvimento dependente e excludente proposto pelos governos militares, elaborado em conjunto com as elites, funcionasse a contento, era imprescindível que esses movimentos estivessem em silêncio — especialmente o movimento sindical.
Disponível em: http://querepublicaesssa.an.gov.br. Acesso em: 8 out. 2023 (adaptado).
A ação do movimento mencionado tinha como propósito criticar a
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: C
desigualdade na estrutura social.Por que é C
O texto descreve o contexto da ditadura militar brasileira em 1968, destacando o Ato Institucional nº 5 e a repressão a movimentos sociais. O foco é o Movimento Intersindical Antiarrocho (MIA), que se opunha às políticas econômicas que causavam perdas salariais. O texto caracteriza o modelo de desenvolvimento da época como 'dependente e excludente'. A ação do MIA, ao lutar contra a perda de salários e a exclusão, tinha como propósito central criticar a desigualdade na estrutura social, que era aprofundada por esse modelo econômico. As outras alternativas não correspondem ao objetivo principal do movimento descrito no texto.Assunto
Desigualdade e conflitos sociais
Tema: Movimentos sociais e resistência durante a Ditadura Militar no Brasil
Competência de área 2 · habilidade H10: Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica.