ENEM 2024 PPL · questão 57 · caderno azul
Se ilustres agrônomos, que eram ao mesmo tempo grandes proprietários, introduziram em certos países excelentes métodos de cultura, se eles trataram seus campos com ciência, como fábricas de produtos químicos nas quais se aplicam os mais recentes procedimentos, tornaram conhecidas novas espécies de plantas ou animais, ou então praticaram invenções ignoradas antes deles, não se deve contudo esquecer que o latifúndio, em sua essência, comporta fatalmente a privação da terra para a maioria: se alguns têm muito é porque a maioria não tem mais nada.
RECLUS, E. O homem e a terra: a cultura e a propriedade.
São Paulo: Expressão e Arte; Imaginário, 2010.
No texto, o autor realiza uma crítica ao processo de modernização, por este manter o(a)
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: A
estrutura fundiária.Por que é A
O texto de Émile Reclus argumenta que, embora a modernização agrícola tenha trazido avanços técnicos e científicos (métodos de cultura, novas espécies), ela se mantém intrinsecamente ligada ao latifúndio. O autor critica esse processo porque, em sua essência, o latifúndio comporta a 'privação da terra para a maioria'. Portanto, a crítica reside no fato de que a modernização preserva a concentração de terras, ou seja, a estrutura fundiária desigual, onde poucos possuem muito e a maioria nada tem.Assunto
Geografia agrária
Tema: Modernização conservadora e estrutura agrária
Competência de área 4 · habilidade H19: Reconhecer as transformações técnicas e tecnológicas que determinam as várias formas de uso e apropriação dos espaços rural e urbano.