ENEM 2018 PPL · questão 37 · caderno azul
Quanto às mulheres de vida alegre, detestava-as; tinha gasto muito dinheiro, precisava casar, mas casar com uma menina ingênua e pobre, porque é nas classes pobres que se encontra mais vergonha e menos bandalheira. Ora, Maria do Carmo parecia-lhe uma criatura simples, sem essa tendência fatal das mulheres modernas para o adultério, uma menina que até chorava na aula simplesmente por não ter respondido a uma pergunta do professor! Uma rapariga assim era um caso esporádico, uma verdadeira exceção no meio de uma sociedade roída por quanto vício há no mundo. Ia concluir o curso, e, quando voltasse ao Ceará, pensaria seriamente no caso. A Maria do Carmo estava mesmo a calhar: pobrezinha, mas inocente...
CAMINHA, A. A normalista. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 16 maio 2016.
Alinhado às concepções do Naturalismo, o fragmento do romance de Adolfo Caminha, de 1893, identifica e destaca nos personagens um(a)
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: E
sujeição a modelos representados por estratificações sociais e de gênero.Por que é E
O Naturalismo, movimento literário do final do século XIX, baseava-se em preceitos científicos (determinismo, hereditariedade e meio social) para explicar o comportamento humano. No fragmento de 'O Normalista' de Adolfo Caminha, o narrador analisa a personagem Maria do Carmo não por suas escolhas individuais, mas pela sua condição social ('pobre', 'pobrezinha') e pelo seu gênero ('mulheres de vida alegre', 'mulheres modernas para o adultério'). O texto sugere que o destino dela é moldado por essas estruturas externas, o que caracteriza a sujeição a modelos representados por estratificações sociais e de gênero, uma marca central da estética naturalista.Assunto
Movimentos e escolas literárias
Tema: Literatura Brasileira: Naturalismo
Competência de área 5 · habilidade H15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.