ENEM 2018 · questão 55 · caderno azul
Os soviéticos tinham chegado a Cuba muito cedo na década de 1960, esgueirando-se pela fresta aberta pela imediata hostilidade norte-americana em relação ao processo social revolucionário. Durante três décadas os soviéticos mantiveram sua presença em Cuba com bases e ajuda militar, mas, sobretudo, com todo o apoio econômico que, como saberíamos anos mais tarde, mantinha o país à tona, embora nos deixasse em dívida com os irmãos soviéticos – e depois com seus herdeiros russos – por cifras que chegavam a US$ 32 bilhões. Ou seja, o que era oferecido em nome da solidariedade socialista tinha um preço definido.
PADURA, L. Cuba e os russos. Folha de São Paulo, 19 jul. 2014 (adaptado).
O texto indica que durante a Guerra Fria as relações internas em um mesmo bloco foram marcadas pelo(a)
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
Ver resposta
Gabarito: C
subordinação à potência hegemônica.Por que é C
O texto descreve a relação entre a União Soviética e Cuba durante a Guerra Fria. Embora apresentada como 'solidariedade socialista', a ajuda econômica e militar soviética tinha um 'preço definido', mantendo Cuba em dívida e dependente. Isso demonstra que as relações internas ao bloco socialista não eram de igualdade, mas sim de dependência e subordinação do país menor (Cuba) à potência hegemônica (URSS), que controlava os termos da assistência.Assunto
História contemporânea
Tema: Guerra Fria e Bipolaridade
Competência de área 2 · habilidade H7: Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações