ENEM 2017 · questão 82 · caderno azul
O instituto popular, de acordo com o exame da razão, fez da figura do alferes Xavier o principal dos inconfidentes, e colocou os seus parceiros a meia razão de glória. Merecem, decerto, a nossa estima aqueles outros; eram patriotas. Mas o que se ofereceu a carregar com os pecadores de Israel, o que chorou de alegria quando viu comutada a pena de morte dos seus companheiros, pena que só ia ser executada nele, o enforcado, o esquartejado, o decapitado, esse tem de receber o prêmio na proporção do martírio, e ganhar por todos, visto que pagou por todos.
ASSIS, M. Gazeta de Notícias, n. 114, 24 abr. 1892.
No processo de transição para a República, a narrativa machadiana sobre a Inconfidência Mineira associa
A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica
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Gabarito: A
redenção cristã e cultura cívica.Por que é A
O texto de Machado de Assis utiliza uma metáfora cristã ao comparar Tiradentes com Cristo, que 'carregou os pecadores de Israel' e foi martirizado. Essa associação confere à figura do herói nacional uma dimensão de sacrifício redentor. Ao mesmo tempo, o contexto do 'processo de transição para a República' e a menção à 'Inconfidência Mineira' situam a narrativa no campo da construção da identidade nacional e da cultura cívica brasileira. Portanto, a narrativa associa a ideia de redenção cristã (o martírio que salva) à formação da cultura cívica (o herói que funda a nação).Assunto
História cultural e memória
Tema: A Inconfidência Mineira na literatura de Machado de Assis
Competência de área 1 · habilidade H2: Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas.