ENEM 2016 PPL, 2º dia · Linguagens

Questão 105 do ENEM 2016 PPL

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ENEM 2016 PPL · questão 105 · caderno cinza

Lisboa: aventuras
tomei um expresso
cheguei de foguete
subi num bonde
desci de um elétrico
pedi um cafezinho
serviram-me uma bica
quis comprar meias
só vendiam peúgas
fui dar a descarga
disparei um autoclisma
gritei “ó cara!”
responderam-me «ó pá»
positivamente
as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam
[como lá.

PAES, J. P. A poesia está morta mas juro que não fui eu. São Paulo: Duas Cidades, 1988.

No texto, a diversidade linguística é apresentada pela ótica de um observador que entra em contato com uma comunidade linguística diferente da sua. Esse observador é um

A a E ou 1 a 5 marcam, Enter verifica

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Gabarito: A

falante do português brasileiro relatando o seu contato na Europa com o português lusitano.

Por que é A

O poema 'Lisboa: aventuras' de J. P. Paes descreve a experiência de um brasileiro em Portugal. O narrador utiliza vocabulário típico do português brasileiro ('expresso', 'foguete', 'bonde', 'meias', 'descarga', 'ó cara!') e se surpreende com os termos lusitanos correspondentes ('bica', 'peúgas', 'autoclisma', 'ó pá'). Essa troca de léxico evidencia o choque linguístico de um falante do português brasileiro ao se deparar com as particularidades do português europeu. Portanto, o observador é um falante do português brasileiro relatando seu contato na Europa com o português lusitano.

Assunto

Variação linguística e adequação

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Tema: Variação linguística e identidade cultural

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