ENEM 2015 · questão 111 · caderno azul
Ao se apossarem do novo território, os europeus ignoraram um universo de antiga sabedoria, povoado por homens e bens unidos por um sistema integrado. A recusa em se inteirar dos valores culturais dos primeiros habitantes levou-os a uma descrição simplista desses grupos e à sua sucessiva destruição.
Na verdade, não existe uma distinção entre a nossa arte e aquela produzida por povos tecnicamente menos desenvolvidos. As duas manifestações devem ser encaradas como expressões diferentes dos modos de sentir e pensar das várias sociedades, mas também como equivalentes, por resultarem de impulsos humanos comuns.
SCATAMACHIA, M. C. M. In: AGUILAR, N. (Org.). Mostra do redescobrimento: arqueologia. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo – Associação Brasil 500 anos artes visuais, 2000.
De acordo com o texto, inexiste distinção entre as artes produzidas pelos colonizadores e pelos colonizados, pois ambas compartilham o(a)
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Gabarito: C
base antropológica.Por que é C
O texto argumenta que a arte dos colonizadores e dos colonizados não deve ser vista como distinta, mas sim como equivalente. Essa equivalência se justifica pelo fato de ambas resultarem de 'impulsos humanos comuns'. Ao afirmar que as manifestações artísticas são expressões dos modos de sentir e pensar das sociedades, o autor estabelece que a raiz da arte está na condição humana, ou seja, na base antropológica. As outras alternativas são incorretas: o texto menciona explicitamente que há diferenças no nível tecnológico (povos 'tecnicamente menos desenvolvidos'), e não afirma que o suporte, a estética ou o tema sejam idênticos, mas sim que a origem humana (antropológica) é a mesma.Assunto
Diversidade artística e música
Tema: Diversidade cultural e artística
Competência de área 4 · habilidade H12: Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.